Políticas Editoriais
Avaliação por Pares
Nenhum trabalho é publicado pela Editora Manual sem passar por avaliação às cegas em dupla via. Isso significa que o autor não sabe quem o avalia e o avaliador não sabe quem escreveu. Para que o sigilo funcione, é o próprio autor quem precisa limpar do arquivo qualquer marca capaz de revelar sua identidade.
São dois pareceristas por trabalho, no mínimo. Sempre que possível, buscamos avaliadores de instituições diferentes entre si.
De posse dos pareceres, o Comitê Editorial delibera. Pode devolver o texto pedindo ajustes, pode aprová-lo e pode recusá-lo. Se restar dúvida, os avaliadores são consultados outra vez. Três documentos sustentam a decisão final: o original submetido, os pareceres recebidos e a versão corrigida que o autor devolveu.
Ao receber os pareceres, o autor tem prazo definido para reenviar o trabalho revisado. Junto dele deve vir uma carta-resposta explicando o que foi alterado e justificando o que não foi. Só depois disso a decisão definitiva é comunicada.
Aprovado o trabalho e concluída a adequação às normas da casa, a publicação é efetivada com a maior brevidade possível. O prazo estimado é informado ao autor no momento do aceite. A recusa não impede nova submissão futura, contanto que o texto tenha sido de fato reformulado, e não apenas retocado.
Acesso Aberto
Tudo o que a Editora Manual publica fica disponível de imediato e sem custo para quem quiser ler. Não trabalhamos com período de carência nem com conteúdo restrito a assinantes. A razão é simples: pesquisa parada não gera conhecimento novo, e quanto mais rápido um resultado circula, mais chance ele tem de dialogar com o que se produz no Brasil e fora dele.
O regime jurídico dessa abertura é a licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0). Por ela, qualquer pessoa pode usar, copiar e redistribuir o material, contanto que credite corretamente a autoria.
Também recomendamos aos autores que depositem os dados que sustentam a pesquisa em repositórios abertos, de escopo geral ou de área específica, escolhendo aqueles que sigam padrões reconhecidos de avaliação.
Quanto ao texto em si, o autor pode divulgá-lo onde quiser e quando quiser. Vale para o preprint, para a versão aprovada e para o arquivo final publicado, em repositório da universidade, em repositório temático ou em site pessoal. Não exigimos espera.
Estrutura de Gestão e Custeio
Por trás de cada publicação existe um roteiro definido de etapas, e é ele que orienta o trabalho do Editor-Chefe, dos editores associados, dos pareceristas e dos próprios autores. Ao lado do Comitê Editorial atua uma equipe administrativa, responsável por manter as operações em movimento e o padrão de qualidade estável. O resultado esperado desse desenho é duplo: manuscritos que não ficam parados e conformidade com as orientações éticas da COPE.
A triagem inicial é atribuição dessa equipe administrativa, que confere originalidade e aderência às diretrizes de formatação antes de o texto seguir adiante. Ela também faz a ponte cotidiana entre autores, pareceristas e editores e cuida das rotinas de relatório, incluindo o acompanhamento das estatísticas extraídas das bases em que a produção está registrada. Todo esse trâmite corre dentro do PKP Open Journal Systems (OJS 3), que ainda entrega os arquivos em XML solicitados pelos serviços de indexação.
Código de Ética Editorial
Este Código existe para que integridade, transparência e boas práticas acadêmicas não fiquem no plano da intenção.
O que orienta a Editora Manual é a honestidade intelectual, a originalidade, o cuidado metodológico e a abertura a diferentes correntes teóricas. Na direção oposta, não há tolerância para plágio, autoplágio, dados inventados ou adulterados, citação manipulada e demais formas de má conduta científica.
O que se espera dos autores
- Que submetam trabalho original e inédito, fora de avaliação em qualquer outro veículo.
- Que respondam pela exatidão e pela coerência dos dados, das análises e das referências.
- Que informem de onde veio o financiamento e se existe conflito de interesse.
- Que comprovem, quando a pesquisa envolver pessoas ou dados sensíveis, o cumprimento das exigências éticas e legais em vigor.
- Que avisem a equipe editorial assim que perceberem algum erro no material já publicado.
Assinar um trabalho pressupõe ter contribuído intelectualmente com ele. Autor de fachada não entra, e colaborador real não fica de fora.
O que se espera dos avaliadores
- Imparcialidade, objetividade e discrição.
- Aviso prévio de conflito de interesse, com recusa do convite sempre que for o caso.
- Pareceres fundamentados, úteis e escritos com respeito.
- Nenhum aproveitamento, próprio ou de terceiros, de informação obtida durante a leitura.
O manuscrito recebido para avaliação tem status de documento oficial e deve ser tratado como tal.
O que se espera da equipe editorial
- Conduzir a avaliação de forma justa e transparente, decidindo apenas por critérios acadêmicos.
- Manter intacto o anonimato exigido pelo sistema de dupla via.
- Fundamentar suas decisões na relevância científica, na originalidade e na solidez metodológica do texto.
- Agir quando houver suspeita ou prova de má conduta.
- Publicar correção, retratação ou esclarecimento sempre que o registro científico precisar ser reparado.
Participar do processo editorial da Editora Manual implica aceitar este Código.
Privacidade
Este item esclarece que dados a Editora Manual pode recolher e para que os utiliza.
A simples navegação pelo site gera registros automáticos de acesso, que não identificam o visitante.
A criação de conta é diferente: nela podem ser solicitados nome, e-mail, instituição, profissão e áreas de interesse. Nada disso vai para terceiros sem autorização. O uso se limita a melhorar os serviços prestados, enviar comunicações de interesse do usuário e proteger a segurança do site.
Novidades da editora podem chegar por e-mail. O cancelamento desse envio pode ser pedido a qualquer momento.
Há links para páginas externas no nosso site. Cada uma delas tem regras próprias de privacidade, e é a elas que o usuário se submete ao clicar.
Propriedade Intelectual
Submeter ou publicar um trabalho na Editora Manual implica concordar com o seguinte:
- a editora fica autorizada a publicar o texto;
- o trabalho é original, nunca foi divulgado antes e não está sendo avaliado em outro lugar;
- as ideias e opiniões do texto são de responsabilidade de quem o assina, não da editora;
- os editores podem fazer ajustes para adequar o material aos padrões da casa;
- os direitos autorais continuam com o autor, que cede à Editora Manual apenas o direito de publicar primeiro, permanecendo a obra sob CC BY 4.0 e, portanto, compartilhável mediante crédito;
- a versão publicada pode ser reaproveitada em repositórios, capítulos de livro e outros espaços, desde que se indique a Editora Manual como origem;
- divulgar o trabalho na internet antes ou durante a avaliação é bem-vindo, porque amplia alcance e impacto;
- o uso do ORCID é recomendado para que a produção seja atribuída corretamente ao seu autor.
Governança
O fluxo de trabalho da Editora Manual está organizado de modo a dar sustentação ao Editor-Chefe, aos editores associados e aos pareceristas, e a acompanhar o autor do envio à publicação. Submissões e avaliações tramitam no OJS 3, da PKP, sistema que também produz o XML usado na indexação.
Comitê Editorial
Compõem o Comitê Editorial pesquisadores, docentes universitários e estudantes de graduação e pós-graduação. Não se trata de uma instância única de gestão: seus integrantes não têm obrigações formais perante a editora nem calendário fixo de reuniões.
A contribuição que se espera deles é consultiva. Ajudam a aprimorar as políticas editoriais, sugerem nomes para avaliação, apoiam a divulgação da editora, propõem iniciativas e opinam sobre questões éticas quando provocados.
Comitê Científico
Ao Comitê Científico cabe zelar pela qualidade acadêmica, pela credibilidade e pela integridade ética do que publicamos. Sua atuação também se volta ao atendimento dos requisitos exigidos pelas bases de indexação, condição para a estabilidade institucional e financeira do projeto no longo prazo.
Seus membros atuam com independência e não participam da rotina operacional. Isso não impede que colaborem, quando conveniente, na revisão de diretrizes e procedimentos.
Editor Científico
O Editor Científico responde pelos padrões acadêmicos e técnicos da Editora Manual. Com apoio da equipe administrativa, acompanha o fluxo editorial dentro do sistema eletrônico de gestão e garante imparcialidade, transparência e observância dos procedimentos previstos no OJS.
Cabe-lhe ainda coordenar o Comitê Científico e atuar junto ao Comitê Editorial nas iniciativas voltadas ao crescimento da editora.
Conflitos de Interesse
Vínculo financeiro, relação pessoal ou rivalidade profissional podem contaminar um julgamento editorial. Sempre que algo assim existir, autores, avaliadores e editores precisam dizer, e dizer logo.
Declarar não é o mesmo que ser excluído: um conflito informado não retira o manuscrito do processo, apenas permite que a editora o conduza com os cuidados devidos. O problema está no silêncio. Conflito relevante descoberto depois pode levar à adoção de medidas corretivas e, conforme a gravidade, à publicação de correção formal ou de retratação, para que a confiabilidade do que veiculamos permaneça de pé.
Preservação e Arquivamento
A Editora Manual utiliza o LOCKSS, sistema criado pela Universidade de Stanford, que distribui cópias do acervo entre bibliotecas participantes e assim viabiliza preservação e recuperação de conteúdo no longo prazo. Mais informações em http://lockss.org.
Somos parte também da Rede Cariniana, do IBICT, voltada à preservação digital de publicações brasileiras hospedadas em Open Journal Systems.
Uso de Inteligência Artificial
Bem empregadas, a IA generativa e as ferramentas assistidas por IA ajudam a ganhar tempo, organizar o trabalho e amadurecer ideias. Quem submete textos à Editora Manual pode contar com esse apoio, desde que fique claro o limite: expertise, senso crítico e julgamento continuam sendo tarefa do autor. Nada que a IA produza entra no texto sem passar por avaliação humana.
A responsabilidade pelo manuscrito é inteiramente do autor, e isso inclui conferir se o conteúdo gerado por IA está correto, completo e isento, além de checar referência por referência, já que essas ferramentas costumam errar ou inventar citações. Espera-se ainda que o texto assistido seja revisado e reescrito até que traduza as ideias, as análises e as interpretações de quem assina. Havendo uso de IA, ele deve ser declarado na submissão.
Antes de recorrer a qualquer ferramenta, o autor precisa ler os termos de uso e certificar-se de que o que for enviado permanece confidencial. A cautela vale sobretudo para manuscritos ainda não publicados.
Não é permitido gerar imagens que imitem material protegido por direito autoral, que retratem pessoas reais ou que remetam a marcas e produtos identificáveis. Todo material saído de IA deve ser examinado quanto a erros factuais e a vieses.
O autor deve confirmar ainda que a ferramenta utilizada não reivindica autoria nem direitos sobre o conteúdo submetido, inclusive para fins de treinamento, e que não cria obstáculo à publicação dos resultados.
A declaração de uso acompanha o manuscrito e é reproduzida na publicação final. Nela devem constar quais ferramentas foram usadas, com que finalidade e de que modo se deu a supervisão humana.
Ajustes rotineiros de linguagem, como correção gramatical e ortográfica, não precisam ser declarados. Já a participação da IA na pesquisa propriamente dita exige descrição detalhada na seção de métodos.
Ferramentas de IA não podem ser listadas como autoras ou coautoras. Ser autor implica assumir responsabilidades que só uma pessoa pode assumir: responder pela integridade e pela exatidão do trabalho, aprovar a versão final e consentir com a submissão.
Criar ou alterar imagens com IA generativa não é aceito nos manuscritos submetidos. A vedação alcança acréscimo, remoção e modificação de detalhes visuais. Para detectar irregularidades, a equipe editorial pode recorrer a ferramentas de análise de imagem.
Há uma exceção: quando a imagem gerada por IA integra a própria metodologia da pesquisa, como acontece em certos estudos biomédicos. Nesse caso, a seção de métodos deve trazer nome da ferramenta, versão e fluxo de trabalho, de modo que outro pesquisador consiga replicar o procedimento. Os dados originais, sem processamento, podem ser solicitados para conferência.
Elementos gráficos e projeto visual da obra não devem ser produzidos por IA generativa. Seu emprego em capas só será avaliado mediante autorização prévia e esclarecimento sobre direitos de imagem.
Manuscrito em avaliação é documento confidencial. Por isso, o parecerista não pode inserir o texto, nem trechos dele, em ferramentas de IA. Fazê-lo compromete o sigilo, a propriedade intelectual e o dever de proteção de dados.
A mesma proibição alcança o parecer, que pode conter informação sensível ou identificável. Não é permitido usar IA para editar ou aprimorar relatórios de avaliação.
Avaliação por pares se apoia em conhecimento especializado e julgamento crítico. Ferramentas de IA não devem ser usadas para medir a qualidade científica de uma submissão, porque produzem resultados inválidos ou enviesados com frequência.
Do lado da editora, sistemas assistidos por IA podem ser utilizados em rotinas internas, como detecção de plágio, escolha de pareceristas e triagem, sempre com segurança e em conformidade com as políticas de privacidade. Esses sistemas operam sob controle rigoroso de dados e de viés e não expõem informação confidencial além do que o processo editorial exige.
Reembolso
A taxa de publicação cobrada pela Editora Manual remunera serviços concretos: análise editorial, preparação do manuscrito, normalização, diagramação, registro de metadados e publicação final.
Depois do aceite e do pagamento não há devolução, pois nesse ponto os serviços já foram executados e os custos operacionais, técnicos e administrativos já foram assumidos.
Duas hipóteses abrem exceção e serão analisadas caso a caso: erro comprovadamente causado pela editora e cobrança feita de forma indevida.